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22 de agosto de 2018

Conheça um pouco mais sobre a arquitetura de Cuiabá

A arquitetura de uma cidade permite conhecer melhor a história e o desenvolvimento local. Trata-se de uma herança histórica, que permite recriar suas origens e seu processo de crescimento.

Em um município com quase 300 anos de história, como Cuiabá, as casas, prédios e a organização urbana possibilitam saber mais sobre o legado deixado desde a chegada de seus fundadores até os dias atuais.

Neste post, vamos falar um pouco mais sobre a arquitetura de Cuiabá, além da história da cidade e de seu povo. Boa leitura!

Três séculos de história

Com cerca de 600 mil habitantes, Cuiabá é a capital do estado de Mato Grosso e completará, em 2019, 300 anos de fundação. Sua história teve origem no Ciclo do Ouro, quando bandeirantes originários da região Sudeste desbravaram o país em busca de riquezas.

Em 1719, Pascoal Moreira Cabral Melo fundou o povoado de Cuiabá, na região de encontro entre o rio de mesmo nome e o Coxipó. Somente 99 anos depois, em 1818, Dom João VI elevou o vilarejo que era conhecido como Vila Real do Senhor Bom Jesus de Cuiabá à condição de cidade.

Já batizada apenas como Cuiabá, em 1835, tornou-se a capital da Província de Mato Grosso. À época, a cidade contava com, aproximadamente, sete mil habitantes.

Centro histórico tombado

A herança da cultura portuguesa dos primeiros habitantes de Cuiabá está fortemente refletida no estilo colonial de sua arquitetura. Com monumentos, igrejas e todo um conjunto de casarios, o centro histórico da cidade ainda preserva essas características.

Prova disso é que a região foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 1973. Assim, a fusão do estilo colonial com suas influências posteriores, especialmente neoclássicas, segue preservada.

Algumas edificações são emblemáticas. Um exemplo é a Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito de Cuiabá: trata-se, provavelmente, da mais antiga igreja ainda preservada no município.

Acredita-se que sua construção tenha ocorrido por volta de 1730, pelas mãos dos escravos, junto a uma mina de ouro que impulsionou o crescimento do povoado. O estilo arquitetônico de influência colonial portuguesa é evidente em sua fachada, com elementos decorativos de inspiração barroca/rococó.

Anterior à Igreja do Rosário, a Catedral Metropolitana Basílica do Senhor Bom Jesus foi erguida em 1722, de pau a pique. Foi no seu entorno que seu deu o desenvolvimento do primeiro núcleo urbano da cidade. Após sucessivas reformas, o prédio foi demolido em 1968.

Acesso para a Amazônia

A arquitetura de Cuiabá tem um importante ponto de evolução durante o Estado Novo do presidente Getúlio Vargas, entre 1937 e 1945. Foi nesse período que o município recebeu o status de ponto de apoio para a ocupação das regiões Norte e Noroeste do país.

Para dar conta de tal responsabilidade, houve importantes investimentos federais no local — considerado, então, um dos acessos para a Amazônia brasileira.

Sob encomenda do interventor Julio Muller, a cidade recebeu uma série de obras de formas austeras em estilo neocolonial, como a Residência dos Governadores, e art déco, cuja principal referência é o Cine Teatro (erguido em 1942).

O estilo art déco de Cuiabá é fruto, ainda, da influência do arquiteto alemão Frederico João Urlass, que se instalou no município no final dos anos 40. É dele o projeto do primeiro edifício de 6 pavimentos da cidade, que abrigou o Hotel Centro América, demolido nos anos de 1990.

À época, Cuiabá, de forma geral, sofria com o isolamento dos demais grandes centros do país. No que tange à construção civil, tal situação dificultava a obtenção de matérias-primas como ferro, vidro e tintas, que percorriam longos caminhos de trem e barco até chegarem à região.

Modernismo

arquitetura modernista teve seus primeiros lampejos em Cuiabá a partir dos anos 50, com a instalação da Construtora Comércio, a primeira da cidade. A empresa era dirigida pelo engenheiro e ex-governador de Mato Grosso José Garcia Neto.

A obra que marca o ingresso desse estilo no município é justamente a casa de Garcia Neto, na Praça Santos Dumont. Em seguida, foram erguidos outros importantes prédios modernistas, como o da Escola Industrial de Cuiabá e o Edifício Maria Joaquina.

O movimento também resultou na construção do Palácio Alencastro, sede do Governo Estadual. Com 7 pavimentos, o prédio ocupa um terreno antes povoado por um conjunto de casarões no Centro Histórico de Cuiabá, sendo concluído em 1965.

Nos anos seguintes, a busca exacerbada pela modernização resultou na demolição de outras edificações históricas. Dentre elas, está a Catedral Metropolitana do Senhor Bom Jesus, localizada na Praça da Matriz.

O prédio foi substituído por uma nova igreja, construída em estilo modernista, de acordo com projeto aprovado pela população da cidade em plebiscito. Em seu subsolo, a catedral abriga os restos mortais das principais autoridades da Igreja Católica do Estado de Mato Grosso, além do fundador de Cuiabá — Pascoal Moreira Cabral Leme.

A nova igreja, concluída em 1973, foi apenas uma das construções que expressavam a modernização da arquitetura da cidade. Sob encomenda do arquiteto Oscar Arine, Diretor de Obras Públicas do Governo de Mato Grosso no final dos anos 1960, uma série de edificações com o uso do concreto aparente, uma marca do modernismo à época, surgiu pela cidade.

Na década de 1970, a tendência modernista da arquitetura local se fortaleceu. Um marco dessa fase é o prédio da Estação Rodoviária, inaugurado em 1979, com destaque para sua moderna estrutura em concreto protendido e seu amplo vão livre.

Harmonia com a natureza

Avançando até os anos 2000, é preciso destacar as linhas arrojadas da Escola dos Servidores da Magistratura de Mato Grosso, concluída em 2008. Assinado pelo arquiteto Paulo Molina, o projeto ocupa uma área de 1,6 mil metros e busca, segundo seu autor, uma harmonia com o meio ambiente.

Esses são alguns aspectos sobre a história do desenvolvimento da arquitetura de Cuiabá. Na capital mato-grossense, como vimos, as ruas são o registro da convivência harmônica entre o moderno e o tradicional.

Gostaria de conhecer melhor o município? Então, confira quais são as vantagens de se viver em Cuiabá e aproveitar a natureza. Até a próxima!

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