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16 de junho de 2020

O INICIO DE TUDO

Neste mês de junho o Grupo São Benedito celebra 37 anos de trajetória. Um conglomerado urbano que orgulhosamente nasceu em Cuiabá, então confira aqui parte desta história de empreendedorismo.

Mudando o Destino, traçando uma História

O trabalho nos vinhedos era árduo e a crise econômica no Líbano tornava a lida na lavoura um sacrifício sem retorno financeiro. Nas terras da família Maluf na cidade de Zahle, a 52 quilômetros da capital Beirut, conhecida  pelo cultivo de vinhedos e pela produção de bons vinhos, o mais velho de 10 irmãos Samir Mikael Maluf foi tomado pela inquietude, queria uma vida mais digna e promissora para a família.

“A situação no Líbano ficava cada vez mais difícil, o vinhedo não garantia mais o sustento, e o desemprego era grande, não tinha trabalho nem no comércio. Trabalhávamos dia e noite nas vinhas e não havia mais retorno”, relembra Samir.

Na época o Líbano passava por fortes transformações políticas, as cinco províncias que compõem o Líbano moderno ficaram sob mandato da França, desta forma o País estabeleceu um sistema político único apenas em 1942, e conquistou à independência em 1943 e com a mudança de regime as tropas Francesas se retiraram em 1946. Neste cenário de pós-conflito e de reconstrução econômica e politica Samir decide mudar a sua história.

Sem perspectiva de prosperar em sua Pátria em 1954, aos 23 anos, Samir traçou um plano, talvez o mais importante da sua vida, sem saber o que o destino reservava, projetou na América a oportunidade de trabalhar. Cruzou o oceano Atlântico, uma longa viagem com destino ao Brasil. Na época o País já não oferecia resistência à imigração, fato que indicava a possibilidade de trabalho e recompensa aos Libaneses.

Esperança e 100 Dólares no Bolso

“Planejei ficar no Brasil apenas sete anos, estipulei este prazo para conseguir me capitalizar e assim retornar ao Líbano para abrir algum tipo de comércio. Fui para Campo Grande, na época ainda era Mato Grosso, um irmão da minha mãe me acolheu, eu não sabia nenhuma palavra em Português. Cheguei com sede de trabalhar, estava ansioso para executar meus planos. Eu tinha apenas 100 dólares no bolso e fé na minha escolha”, conta Samir, com um sorriso orgulhoso.

O dinheiro não era suficiente para começar um negócio e nem garantiria a sobrevivência por muito tempo, porém, com ajuda do tio, comprou uma lanchonete. Era o início da sua marca forte, o empreendedorismo, com muito trabalho que começava ás seis horas da manhã e só terminava depois das onze da noite, Samir não via o passar das horas.

“Não parava nunca, na lanchonete comecei a aprender o Português, por lá conversávamos ainda outros idiomas, com imigrantes Europeus, era uma confusão de línguas, Português, Francês, Espanhol e Italiano. Em seis meses eu já falava Português, estava me abrasileirando”.

A lanchonete ficou pequena para o espírito empreendedor de Samir Malouf. Um ano depois, conseguiu pagar as prestações da aquisição da lanchonete para o seu tio, e realizou um importante feito, juntou 30 mil dólares com a venda do pequeno comércio e o lucro das vendas. Estava decidido, escolheu Cuiabá para ter um comércio maior. Samir então abriu uma loja de confecções, e criou uma receita própria.

“Eu vendia roupas e calçados com preços populares, mantinha uma margem de lucro menor, desta forma agradava e ampliava o número de fregueses. A propaganda era boca a boca, logo muitos já sabiam; que a minha loja vendia mais barato. Enquanto isso, os outros comerciantes comercializavam produtos com preços até três vezes superiores”.

Milagre da Multiplicação da Lanchonete a Construtora  – de 4 funcionários para  1.500

Seu Samir, nem podia imaginar na época, mas tinha inventado a fórmula do “Milagre da Multiplicação” no comércio em 1955, a loja que começou com quatro funcionários pouco tempo depois tinha o triplo de colaboradores, e não parou por ai, seu Samir, começou aliar o comércio com pequenas construções. “Eu queria mais, acreditei que fazer pequenos salões e salas comerciais podia ser um bom negócio. Construí com sacrifício a primeira sala comercial e aluguei. Depois mais outras salas e salões foram feitos e eu não queria vender, optei pela locação, desta forma conseguia me capitalizar”, relembra.

Loja de móveis e eletrodomésticos inaugurada em 1.966

No ritmo de crescimento acelerado, fortaleceu ainda mais o comércio varejista tendo aberto de 1965 até 1991 sete empresas, em diversos segmentos, lojas de eletrodomésticos, móveis, materiais de construção, elétricos, hidráulicos, concessionária de veículos.

Rosa Mutran, esposa de Samir Maluf, inaugura em 1974 a Elétrica Irmãos Maluf

Dom Bonifácio Piccinini, Arcebispo Emérito de Cuiabá abençoou a inauguração de mais uma loja da família Maluf

Irmãos Maluf ( Kalil, José, Jorge e Samir )

Ainda não permeava os sonhos de o Libanês ter um império da Construção Civil, mas galgava rumo aos primeiros passos, no inicio da década de 70 construiu o primeiro empreendimento de destaque, um imóvel de 7 mil m² na 13 de junho, o edifício abrigou 24 apartamentos. Chegou ao início dos anos 90 a implantar a primeira indústria do grupo voltada para a construção civil com produção de tubos e conexões. A expansão dos negócios estava consolidada.

primeiro

Edifício Maluf construído no inicio da década de 70 foi o primeiro grande empreendimento imobiliário. O edifício de 4 andares ganhou um dos primeiros elevadores de Cuiabá.

Sem ainda saber, seu Samir carimbou a marca dos grandes empreendimentos imobiliários quando os filhos Marcelo Benedito e Marcos Antônio foram inseridos nos negócios. Ambos foram imprescindíveis nesta tomada de direção. (Com a feição mais iluminada neste ponto da entrevista) seu Samir, sorri de contentamento ao enfatizar o orgulho que sente dos filhos em ter tomado a frente dos negócios, e conferir uma marca consolidada com o fortalecimento das empresas jamais arquitetado. “Meus filhos me honraram, meu orgulho é indescritível, sendo até difícil traduzir em palavras o que sinto diante do engajamento deles. Marcelo Benedito e Marcos Antônio tomaram gosto pela construção civil e não pararam mais. Trabalharam com afinco, e, com total maestria mantém o grupo da família Malouf sólido com mais de 1.500 colaboradores diretos”, explica.

Segunda Geração

(Os filhos Marcelo Benedito e Marcos Antônio representam a segunda geração da família Maluf á frente das empresas)

Marcelo Benedito Maluf direcionou os negócios para a construção civil

Marcos Antônio Maluf anos 25 anos gerenciava as empresas da família

Construindo uma história – marcando gerações

Em seu confortável escritório estabelecido na sede do grupo São Benedito não faltam fragmentos da vida de seu Samir, na entrevista que durou aproximadamente 55 minutos, passou pela mente do Libanês, que se considera mais Brasileiro do que muitos que aqui nasceram, 80 anos de história, sendo 60 deles voltados para a família, filhos, empresa, netos e bisnetos. Fotos que marcam gerações e momentos inesquecíveis estão presentes, com destaque especial à esposa dona Rosa Mutran.

As lágrimas brotam fáceis e escorrem pela face de seu Samir, que chega a dar uma pausa para uma respiração mais profunda, para evitar um choro latente. Lentamente seca as lágrimas, e com sorriso saudoso fala emocionado da mulher, esposa e amiga que ao lado dele construiu e reconstruiu sua vida. “A saudade sempre chega, vem a todo o momento, ainda é difícil aceitar que não conseguimos comemorar 50 anos de casados. Ela nos deixou faltando apenas dois meses para completar meio século de união. Fizemos de tudo, mas infelizmente não temos o controle da vida, não foi possível vencer o câncer. Minha esposa era uma mulher especial, era a melhor mãe que poderia se imaginar. Meu Deus, até hoje me pergunto como ela podia saber tanto sobre nossos filhos Marcelo e Marcos, era impressionante, tudo o que dizia respeito á eles ela sabia. Foi assim desde que eles eram crianças. Rosa era uma esposa que viveu para á família, boa conselheira, sábia na condução do nosso lar, ela mandava em casa, não tinha participação direta nos negócios, ela dedicou toda a sua vida em fazer boas ações, na construção do nosso bem mais precioso, nossa família”, relembra saudoso.

A devoção religiosa da matriarca foi que nomeou o grupo que hoje atravessa três gerações, a Imobiliária e Construtora São Benedito faz homenagem ao Santo Negro, padroeiro de Cuiabá. “Sou católico ortodoxo e minha esposa muito devota fez questão de que nossa empresa recebesse o nome do Santo. Foi um gesto de amor, pois meus dois filhos também carregam nomes de Santos, Benedito e Antônio. E hoje o nome da sede do grupo é em homenagem a esta mulher que em todos os momentos me ajudou a construir e reconstruir minha história, RM tem as siglas do seu nome, Rosa Mutran.

Em quase 50 anos de convivência com a esposa são os primeiros anos de contato e as coincidências que seu Samir se diverte ao relembrar, as palavras saem com risos. “É impossível esquecer foi amor à primeira vista! Fiquei impressionado com a presença dela. Mas não foi rápido, o namoro começou um ano depois. Eu a conheci quando aluguei um imóvel aqui em Cuiabá para montar a primeira loja. Em 1957 subimos ao altar na igreja da Matriz, naquele momento nossa união estava selada, nos casamos para a vida toda”, comemora.

Enlace matrimonial de Rosa Mutran e Samir Maluf ocorreu em 1957

A simplicidade marcou a festa de casamento que reuniu amigos e familiares

As coincidências com a esposa foram marcadas pela descoberta da descendência étnica. “Rosa tinha sangue Líbanês, éramos quase parentes, primos distantes, descobrimos através de uma tia dela”, conta. Seu Samir tomou uma importante decisão na época, o casamento e a prosperidade aqui em Mato Grosso foram decisivos para que ele desistisse dos planos de retornar a viver no Líbano. “Com as conquistas e a convivência harmoniosa com os Brasileiros me sentia cada vez menos Libanês, passei a ser daqui desta terra tão abençoada”, explica.

Samir Malouf não abandonou as raízes Árabes, como ele mesmo diz, após três anos lutando sozinho em Mato Grosso convencia seus irmãos a deixar o Líbano para aqui refazer a vida. “Apenas uma irmã e um irmão ficaram em Zahlé com meus pais. Depois que meu pai faleceu trouxe minha mãe para o Brasil. E após todos estes anos faço questão de visitar minha terra natal”, argumenta.

Quando revive o passado não esquece de como começou a vida. O aprendizado no Líbano e a formação da personalidade forte e aguerrida tem berço. “Nasci um vendedor, um mascate, meu pai ensinou o valor do trabalho. Tenho gratidão por ter sido criado desta forma. Quando criança vendia essência de flores, eu era bom nesta atividade”.  O produto era caro, necessitavam de 10 quilos de flores para fazer um litro de essência de rosas, o líquido aromático era utilizado na culinária Árabe, principalmente em doces.

“Nasci para os negócios, eu não gostava da escola, fugia das aulas. Eu queria mesmo era trabalhar, produzir, crescer, eu não parava nunca, tinha um caminho á seguir. Meu instinto era prosseguir sempre em frente”.

Ainda hoje “parar” não faz sentindo para o patriarca da família Maluf, a rotina de trabalho apenas se modificou, diminuiu a carga de horas dedicada ao grupo. Com vigor, disposição, total lucidez e uma mente brilhante em seus 83 anos seu Samir não abre mão de começar o dia antes de o sol nascer, e ainda se faz presente nas empresas do Grupo São Benedito. Assim que chega é agraciado por funcionários, dos quais seu Samir os cumprimenta pelo nome. “Tenho colaboradores que estão na empresa desde que comecei, e isso faz muito tempo, mais de 40 anos. Mesmo quando eles se aposentam não querem sair do grupo. Tenho apreço, respeito e admiração por eles que fazem parte da minha família, da minha história”.

Seu Samir Maluf tem disposição e saúde para acompanhar a evolução da empresa

Para quem conquistou muito o único desejo de seu Samir é chegar, e até ultrapassar os 100 anos de vida. “Realizei todos os meus desejos, conquistei mais do que sonhava ou imaginava. Não arquitetei chegar tão longe, mas assim a vida, o trabalho, minha família e a fé me permitiram, portanto, tenho mais a agradecer do que pedir algo, mas se puder, quero ainda conhecer mais bisnetos”, finaliza com um sorriso majestoso e com um olhar vívido de quem com certeza pode atravessar a barreira do tempo, e chegar a um século de existência ainda com sede de viver. 

Com mais de 80 anos e muito vigor seu Samir quer ultrapassar a barreira dos 100 anos

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