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10 de abril de 2013

Manifestação popular cuiabana

Instrumento tipicamente mato-grossense a viola-de-cocho, é utilizado nas tradicionais festas, onde há dança de Cururu e Siriri, tanto na capital como nas regiões ribeirinhas e pantaneiras. A dança do Siriri dançado por homens, mulheres e até crianças, numa coreografia bastante variada e sem um interpretação definida, acontece em sala de casas, varandas ou mesmo terreiros.

A viola-de-cocho é confeccionada, artesanalmente, a partir de um tronco de madeira inteiriça, ainda verde, é esculpida no formato de uma viola que é escavada no corpo até que suas paredes fiquem bem finas, obtendo-se assim o cocho propriamente dito.

As primeiras violas-de-cocho tinham suas cordas feitas de tripa de macaco, ouriço ou da película de folha de tucum, o que tornava o som diferente; hoje em dia, elas já são feitas de cordas de nylon por motivos ambientais.

A cola usada era da bolsa respiratória pulmonar de peixes, como Pintado, Jaú e Piranha. Sua ressonância, que varia entre maiôs ou menor, de acordo coma música a ser tocada, depende da espessura das paredes do tampo. As violas geralmente medem 70 cm de comprimento.São usadas tanto no cururu quanto no siriri e até em qualquer outro tipo de música.

O siriri é uma das danças mais populares do folclore mato-grossense. Praticada na cidade e na zona rural, tem presença indispensável em festas, batizados, casamentos e festejos religiosos. É uma dança que lembra celebrações indígenas. A música é simples, falando de coisas da vida, desde o nascimento, família e a presença de amigos. Os tocadores são também os cantadores e quem dança também faz o coro.

Ainda é desconhecida a origem do nome; há duas versões: uma de ser originado de uma palavra portuguesa e outra do nome de um cupim de asas que tem o mesmo nome e o vôo parecido com os passos da dança.

O Cururu é um canto primordial do folclore mato-grossense. A cantoria do cururu se classifica em sacra e profana. A sacra, também chamada de função ou porfia, tem função religiosa e foi criada por fiéis. Geralmente acontece após as orações aos santos de devoção popular, na casa de amigos ou comunidade da igreja, e tem o objetivo de louvar ou homenagear aquele determinado santo.

Os cururueiros fazem roda caminhando no sentido horário, iniciam a dança com passo simples de pé esquerdo, pé direito, e vice-versa. “Fazem frô”, floreiam à vontade, que é o movimento de ajoelhar-se até dar rodopios completos, ou seja, embelezar a dança. Os instrumentos da cantoria são viola-de-cocho e um ganzá ou cracachá. A festança, onde estão presentes cururu e siriri, duram toda noite, até os primeiros raios de sol. Os foliões se divertem, expressando essa pura riqueza cultural.

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