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9 de julho de 2020

Setor imobiliário cresce apesar da pandemia

A migração de processos e atividades para o ambiente virtual, que ganhou força com o início da pandemia, agora chega ao setor da construção.

Comprar um imóvel ficou mais rápido e fácil durante a pandemia da Covid-19. O novo pacote de medidas de estímulos para a construção civil anunciada pela Caixa Econômica Federal nesta quinta-feira (2) prevê uma redução dos processos burocráticos e adição do financiamento de taxas, além do limite contratado pelo cliente.

A modernização do processo para comprar um imóvel fará com que o prazo de início e fim do trâmite seja reduzido de 45 para 15 dias. Essa rapidez será possível a partir do 13 de julho, quando será possível a adesão ao novo registro.

A agilidade passa a ser possível com a implementação de um sistema de registro eletrônico de escrituras, que integrará todos os cartórios interessados do país. Até esta quinta-feira (2), 14 estados já faziam parte desta rede.

“Antes o processo era todo físico, aliás, ainda hoje. Isso significa que o cliente vai à agência da Caixa, assina o contrato; vai ao cartório e dá entrada ao registro. Agora, a Caixa está trazendo uma interligação com os cartórios. O cliente assina de forma eletrônica e vai para o cartório de forma eletrônica. Isso encurta um caminho, que vai além da mobilidade física, traz um ganho significativo, além da redução de prazos e eliminação de boa parte do protocolo”, explica Fausto Echer, diretor do Sindicato das Indústrias da Construção do Estado de Mato Grosso (Sinduscon-MT).

A pandemia também acelerou o processo de desburocratização na compra de imóveis. “Para se ter uma ideia, desde 2009 já existiam normas que previam que isso deveria acontecer, mas a efetivação não acontecia. Com a pandemia, os olhos voltaram-se para essa questão e se entendeu a necessidade de diminuir a burocracia e acelerar os processos”, lembra Fausto.

O processo do registro eletrônico de escrituras para contratos pessoa física de empreendimentos financiados na Caixa se dará por meio da Plataforma Centralizada do Colégio do Registro de Imóveis, habilitada inicialmente para a participação das demais Centrais de Serviços Eletrônicos Compartilhados dos Estados e do Distrito Federal, que funcionarão de forma padronizada.

Outra vantagem para quem quer investir em um imóvel pela instituição financeira será a possibilidade de contar com o financiamento das custas cartorárias e despesas de ITBI (Impostos de Transmissão de Bens Imóveis), para todas as operações residenciais com recursos do FGTS e, nas operações com recursos SBPE, para imóveis com valor de avaliação de até R$ 1,5 milhão.

Atualmente, essas despesas representam em torno de 2% a 5% do valor do imóvel e são pagas pelo próprio cliente nos trâmites de registro do contrato de financiamento habitacional. O percentual varia de acordo com os valores praticados nas diversas regiões do país.

“Isso significa que o que a pessoa pagaria isso à vista estará no financiamento bancário vai ajudar as pessoas que estão em busca de imóveis e girar a economia”, aponta Fausto.

A Caixa se tornou líder na concessão de financiamento para casa própria com quase 70% do crédito imobiliário do país. Além de o novo pacote trazer benefícios para pessoas físicas, a entidade prevê para as construtoras a ampliação do acesso ao financiamento, com redução da quantidade mínima de vendas e da execução prévia de obras para contratação de empreendimentos com a instituição.

“São medidas objetivas para atender às demandas do segmento imobiliário, que analisamos e vimos que temos capacidade para atender matematicamente, como sempre fazemos nesta gestão”, diz o presidente da Caixa, Pedro Guimarães.

Resultados surpreendentes

A pandemia da Covid-19 não impediu o crescimento do setor da construção civil. Ao contrário do que se esperava, a crise econômica favoreceu mudanças macroeconômicos, como redução da taxa Selic e lançamentos de linhas de crédito imobiliário mais acessíveis, neste 1º semestre do ano. Medidas que permitiram que o mês de junho finalizasse com desempenho histórico para o período.

“Historicamente o segundo semestre tem sempre o maior volume de contratação. O primeiro semestre de 2020 foi o melhor em volume dos últimos cinco anos. As medidas adotadas pela Caixa Econômica Federal e pelas empresas contribuíram muito para isso acontecer”, explica Fausto Echer, diretor do Sindicato das Indústrias da Construção do Estado de Mato Grosso (Sinduscon-MT).

Para reduzir os impactos da pandemia no setor da construção civil, a Caixa colocou em prática uma série de medidas para fomentar o segmento. Linha de créditos mais atrativas – como adiamento de pagamento da primeira parcela e flexibilização de limite de vendas para lançamentos – estão entre as ações que ajudaram no desempenho.

“Tivemos um aumento relevante das contratações de janeiro a junho, um dado forte, mesmo com a pandemia, que começou no meio de março. Tivemos um volume de 22% superior de liberação de linha de crédito, isso é muito relevante no momento crítico que vivemos. Fizemos esse apoio para um segmento chave para o Brasil, que gera muito emprego”, pontuou Pedro Guimarães, presidente da Caixa Econômica.

O dado o qual se refere é a comparação entre os meses de janeiro e junho de 2019 e o mesmo período deste ano, em que a caixa saltou de R$ 39,61 bilhões de contratações para R$ 48,21 bilhões, respectivamente, o que dá um crescimento de 22% de contratos com a instituição financeira. Segundo a entidade, as novas medidas geraram 485 mil empregos.

“Hoje, a confiança no setor da construção civil é o mais elevado. Atingir um objetivo, em especial na pandemia, uma crise de geração, minimizando as perdas de empregos, isso é um orgulho”, comemora Pedro.

Otimismo do setor

O segundo semestre do ano é tradicionalmente o melhor período do ano para o setor da construção civil e neste ano a expectativa não é diferente. Pelo menos três lançamentos deverão ser anunciados pela construtora São Benedito neste período. Mesmo com a incidência da pandemia da Covid-19, a empresa se diz otimista com o setor.

“No primeiro mês da pandemia, podemos dizer que todos estavam ‘pandêmicos’, retraídos. Mas nós acompanhamos o mercado e muitos estudos mostram uma recuperação do cenário nacional. Dentre eles, mostra que quem, antes da pandemia, tinha a intenção de comprar 80% querem comprar agora”, aponta Fábio Reuter, gerente comercial do Grupo São Benedito.

Outro aspecto que contribui com o otimismo da empresa é o fato de que as pessoas estão mais preocupadas com a qualidade de vida. Um comportamento que deverá influenciar em mudanças em projetos de habitações.

“Antes da pandemia, existia uma tendência natural de que as famílias brasileiras estavam diminuindo, para uma média de quatro pessoas. Isso vinha também com a diminuição de espaços. Porém, com a pandemia, o advento do home office, as pessoas perceberam que não precisam ficar oito horas nos escritórios. Com isso haverá uma readequação de espaços, que permita uma dinâmica maior de atividades”, observa Fábio.

Entre os lançamentos para este 2º semestre, o grupo promete uma novidade, a construtora que tem expertise em empreendimentos verticais de alto padrão, implementa agora condomínio horizontal.

Além da inovação com o primeiro condomínio horizontal, o grupo também fará o lançamento de mais dois empreendimentos verticais, ambos de alto padrão, com metragens entre 80 m², podendo até mesmo ultrapassar em 300 m².

Os condomínios verticais são para públicos distintos, com valores diferenciados por metro quadrado, ambos são arquitetados com conceitos também inovadores e novos padrões, dos quais o Grupo está estabelecendo.

Por Priscilla Silva / Jornal Estadão Mato Grosso

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