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Blog

18 de dezembro de 2015

Cavernas

É impactante pela beleza e inacreditável saber, que poucos conhecem! Explorar o circuito das cavernas de Chapada dos Guimarães é o mesmo que ser transportado para uma dimensão quase desabitada, exótica, mística e dotada de uma beleza monstruosa.  Por isso a equipe da revista São Benedito mergulhou nesta expedição e conta tudo sobre esta aventura do início ao fim.

Antes de embarcar rumo ao desconhecido mundo das cavernas de arenito em Mato Grosso é preciso ter à mão uma mochila com itens básicos, como água, isotônico, frutas, castanhas, ou mesmo um lanchinho leve e filtro solar, os suprimentos são necessários diante de longas caminhadas que permeiam pelo cerrado e mata ciliar.

Desbravando o Cerrado

Quando eu disse caminhada, me refiro a nada menos do que percorrer de sete a 10 quilômetros em um prazo de sete a oito horas, não pense que é cansativo, a beleza das trilhas, a imensidão da vista de mirantes, flores e plantas exóticas, ruínas de pedras, minicachoeiras, pegadas de animais, sobrevoo de pássaros raros e boas histórias indígenas narradas pelo guia turístico, presença obrigatória, são o fôlego que mantém viva a energia para chegar às cavernas.

Caminho das Pedras

Nosso destino é conhecer as cavernas Aroei Jari, Lagoa Azul e Kiodo Brado, o nosso guia turístico devidamente credenciado, Domingos Pires Neto, nos orienta a utilizar a perneira, que serve como prevenção a picadas de cobras, (encontramos apenas uma durante toda a expedição, um filhote de jararaca), com a proteção obrigatória devidamente colocada, e poucos minutos de trilha, nos deparamos com uma passarela no meio do nada, uma formação rochosa de 400 milhões de anos, a vista oferecida é um vasto cerrado, com uma visão panorâmica da vegetação, é de tirar o fôlego.

Lendas Bororo & Contos Místicos

Esfinge do Cerrado

A lenda da Índia Velha vem da tribo Bororo, e nossa expedição a apelidou de a ‘Esfinge do Cerrado’, trata-se de uma formação geológica Alto Garças, a figura compõe o sítio arqueológico. Os índios Bororos acreditavam que a face da índia do lado direito, que apresenta ser mais envelhecida representava o passado. “Classificamos a índia velha como um ser mitológico, e aqui é como se fosse um portal, onde ao passar por ele, devemos deixar as coisas do passado, das quais não queremos mais em nossas vidas, ela marca o desprendimento do que devemos deixar para trás”, explica Domingos Pires.

Ao passar pela esfinge é perceptível a mudança da formação geológica, a face esquerda é mais juvenil. “O lado jovem simboliza o recomeço, vida nova”, define o guia. De fato a face juvenil tem definições diferentes, como um queixo mais triangular, pescoço altivo e nariz bem definido, ao contrário da face do lado direito da formação rochosa.

Subterrâneo monstruoso, maior caverna de arenito do Brasil

Após caminharmos por umas duas horas, enfim chegamos ao principal destino, à caverna Aroei Jari. O primeiro olhar e pensamento dos integrantes desta expedição pareceram quase um mantra; MEU DEUS!  Ao chegarmos à boca desta caverna, o que nos restou foi se render a ela, quase em sincronia jogamos a mochila e equipamentos ao chão, nos sentamos em sua entrada, e um silêncio ensurdecedor  se manteve por 15 minutos,  cedendo espaço para a completa e admirável contemplação. Afinal de contas, não é apenas mais uma caverna, trata-se da mais extensa caverna de arenito do Brasil, tem aproximadamente 1.550 metros, um santuário que exala uma energia poderosa e impactante. O interior da Aroei Jari tem temperatura inferior à parte externa da floresta. A boca da caverna, a entrada principal é bem menor do que a primeira galeria esculpida pelo tempo em formato ovalado, a formação rochosa revela cores ocres diferenciadas, de acordo com os feixes de luzes que entram na caverna.

Para quem tem medo de escuro ou tem claustrofobia talvez fique  à vontade só até a primeira galeria, depois uma nova boca mais estreita aparece, mas não é apertada, tem cerca de 10 metros de largura, e leva até outra galeria imensa,  maior que a primeira. Lá a energia também nos impacta, e os sons de pássaros que é possível ouvir na primeira galeria vão embora, e fica apenas o silêncio e as luzes das lanternas (as lanternas são fornecidas pelo guia turístico). E aí a aventura fica apimenta com as histórias reveladas pelo guia turístico. “Talvez esta energia impactante que sentimos se deve ao fato de que a caverna Aroei Jari é um santuário, uma vez que ela é conhecida como Gruta das Almas, ou Morada das Almas, por ter sido um cemitério indígena das nações Bororo e Caiapó, que habitavam a Chapada dos Guimarães”, conta Domingos Pires.

Para alívio de uns e decepção de outros, não é possível percorrer 1,5 quilômetros caverna adentro, ela tem algumas galerias inundadas, e cachoeiras. Mas, esta condição em nada diminui o impacto de se aventurar pelas galerias permitidas da Aroei Jari.

Lagoa Azul

Esta caverna de arenito é continuidade da Aroei Jari, para chegar até ela é necessário apenas contornar a parte externa da caverna pela trilha, o que muda no cenário é apenas uma subida mais íngreme, mas tem uma espécie de corrimão de corda instalada na lateral da trilha, dando apoio ao turista, a subida é muito tranquila, e em meio ao caminho, o vislumbre é um cenário lindo da parte externa da Aroei Jari, e uma pequena cachoeira com água cristalina, bem convidativa para um banho refrescante. A caminhada desta vez é curta, apenas 10 minutos, e pronto o segundo destino mais aguardado do circuito das cavernas logo é alcançado, a belíssima Gruta Lagoa Azul, o nome faz referência ao espelho d’água que encobre toda a extensão desta gruta, é uma piscina natural da água que sai por um túnel. O espetáculo é admirável frente à cor azul cristalina da água.  A profundidade chega a 5 metros e não é permitido para banho.

LEGENDA: O melhor horário de visitar a gruta da Lagoa Azul é às 14h00, neste período do dia a intensidade dos raios solares sobre a piscina é maior, o que aumenta o tom colorido da água.

Kiogo Brado

Bem diferente da caverna Aroei Jari, a caverna Kiogo Brado é uma beleza exótica à parte, que fica apenas a 800 metros da Lagoa Azul, o terceiro e último destino da expedição faz extrapolar o sentimento; como vale a pena fazer esta incursão!  É impressionante como Kiodo Brado se apresenta em sua formação geológica, parece uma catedral gótica, ou uma fortaleza, com aspecto de portal, com entrada aberta e afunilada de uns 30 metros de altura, a vontade é de entrar e ficar por lá por um bom tempo, é isso mesmo diferente das outras cavernas é possível entrar e atravessar de ponta a ponta esta caverna que tem 273 metros de extensão.

Kiodo Brado significa Ninhal das Aves, a altura da parte superior pode ser um atrativo para as aves, que vão para a caverna no final do dia, devido à pouca extensão desta caverna, os raios solares convergem a ela nas duas entradas, mantendo-a levemente iluminada, sendo ainda aconselhável o uso de lanternas.

 

Legenda: A caverna Kiogo Brado só foi aberta à visitação em abril de 2013

Comida típica  

O único restaurante do circuito das cavernas serve almoço depois das 15 horas, no final do passeio,  com cardápio típico, o local simples deixa os turistas bem à vontade

Fotos – redário

Legenda Redário:  Ao final  do passeio  o redário é uma boa opção para descanso

Legenda: Trator busca os turistas em pontos estratégicos próximos às cavernas ao final do passeio e os conduz ao restaurante, quem desejar voltar a pé, o percurso de volta são 5 km de subida

Preços do circuito:

O circuito das cavernas fica em propriedade particular, fora do Parque Nacional de Chapada dos Guimarães. O custo depende dos serviços contratados, sendo obrigatório o pagamento do Guia Turístico, R$ 50 por pessoa, se for casal fica R$ 100. E também é obrigatório o pagamento da taxa de entrada R$ 45 por pessoa. O almoço que custa R$ 30 por pessoa e o uso do trator R$ 15 também preço individual para retornar do passeio são opcionais.

Preço Individual com todos os serviços: R$ 140 – casal R$ 280

Localização: A 46 km de Chapada dos Guimarães, no sentido Chapada-Campo Verde, na fazenda Água Fria.

Duração do Passeio Caminho das Cavernas: 6 horas

Grau de Dificuldade: Moderado, não é indicado para crianças e pessoas com mobilidade reduzida.

Flores do Cerrado

O caminho das pedras também é o paraíso exótico das magníficas flores do cerrado, em meio à vegetação elas aparecem e promovem outro espetáculo à parte.

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