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Blog

17 de julho de 2020

Como a pandemia mudou a minha vida

Aqueles olhares e o Teu olhar


A chegada da pandemia no Brasil e o primeiro caso em Mato Grosso mudou a rotina de todos. Desde os diferentes horários de funcionamento de supermercados e farmácias, o fechamento total ou parcial do comércio e até a suspensão de cultos religiosos. Tudo o que nos era comum tornou-se saudoso.


Desde criança, sempre fui aos cultos. Domingo era dia de me arrumar e ir até a igreja. Lá, além de cantar e ouvir a pregação, eu criava e nutria amizades. Já adulta, minha rotina não era diferente… até março de 2020.
Se a tecnologia nos permite cultuar de casa utilizando as mídias sociais, e, com isso, nos trazer palavras de fé e esperança, uma das coisas que mais senti falta foi aqui que mais vemos quando precisamos sair de casa: o olhar.
Com o decreto da utilização de máscaras, o que conseguimos ver no rosto das pessoas são seus olhos. E em filas de farmácia e supermercados, conseguimos ver olhares preocupados, ansiosos, com medo e até os simpáticos e esperançosos. Porém, a minha falta são aqueles olhares ao alto enquanto uma música toca, olhares de consolo que se abrem após uma oração e o sorriso de olhos que encontram conforto nas palavras da ministração.


Tive a oportunidade de participar de alguns cultos on-line. E como foi saudoso ver o templo cheio, o bater das palmas, o entoar das vozes e o habitual “a paz do Senhor, irmã” que escuto ao chegar. Mas mesmo assim, percebi que algo não mudou.


Ainda que eu sinta tanta falta do olhar e das expressões dos irmãos da minha comunidade, houve um olhar que sempre esteve ali. Um olhar que nunca me deixou sozinha, mesmo em meus momentos de medo e ansiedade devido ao Covid-19. O olhar de um Pai, que me ama e que me fez entender o quanto Ele nos ama.
Em meio a tantas notícias ruins parece absurdo que eu fale sobre que o que mudou para mim foi um pouco mais da compreensão desse amor. Mas eu sei o que eu sinto quando me lembro daquele olhar pronto para encontrar o meu.


E se sinto falta daqueles olhares, ainda tenho a oportunidade de vislumbrá-los em chamadas de vídeos ou em salas on-line em que nos ajudamos, oramos uns pelos outros e demonstramos, assim, o cuidado e o amor ao próximo que tanto aprendemos.
Eu sinto falta dos olhares ao vivo sim. Mas eu sei, que logo eu os encontrarei novamente. E estarão acompanhados de sorrisos, talvez algumas lágrimas e os abraços pelos quais tanto esperamos nesses tempos.
Sim, as coisas mudaram. O contato social não é o mesmo. Mas enquanto eu sinto falta dos olhos de pessoas a quem amo, sinto o toque de um Pai que primeiro me amou.

Crédito Elisa Calvete, Redatora Técnica

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