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24 de agosto de 2012

Economia crescente na construção civil

A construção civil é, entre os maiores segmentos da economia mato-grossense, o que mais expandiu a oferta de novas vagas de trabalho, de janeiro a julho de 2012. No comparativo entre os sete primeiros meses deste ano com igual período do ano passado, o saldo passa de 4.860 postos para 10.078, incremento anual de 107,36%. Conforme dados divulgados ontem pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a atividade encerrou o período como o segundo maior empregador estadual, atrás apenas da agropecuária que soma 12.271 novas vagas, mas apresenta recuo de 12,59% na comparação entre 2012 e 2011.

 

Entre os três maiores geradores de novas vagas está a indústria com expansão anual de 28,60% ao ampliar o saldo de 7.699 vagas para 9.901. Saldo é a correção entre o volume de contratações e o de demissões em um determinado período e o resultado (saldo) passa a ser um indicador da performance das atividades econômicas. A exemplo do ocorrido em maio, quando a construção civil liderou a oferta de empregos com carteiras assinadas no Estado, o presidente do Sindicato da Indústria da Construção do Estado de Mato Grosso (Sinduscon/MT), Cezário Siqueira, voltou a comemorar os números do Cadeg. “Tínhamos já a expectativa de que haveria novo incremento nas contratações do setor e acreditamos ainda que até outubro estaremos com desempenho superior ao registrado em períodos anteriores”, anuncia.

 

Siqueira frisa que o avanço da empregabilidade da construção civil está baseado em dois bons indicadores, “o primeiro é que elevamos as contratações de um período para o outro e também ampliamos o saldo de novas vagas”. Conforme a estatística do Caged, de janeiro a julho de 2012 o segmento contratou 27,43% mais trabalhadores, passando de 28.369 em 2011 para 36.152 neste ano. “E esses dois indicadores juntos, além de mostrarem que o segmento vive um bom momento e está reforçando a economia estadual por meio da geração de renda e não apenas de empregos, mostram que estamos conseguindo reter mão-de-obra, cessando boa parte da rotatividade que impera sobre a construção”.

 

Como explica, essa espécie de armazenamento de recursos humanos é fruto de ações internas do segmento e dos governos, “que devem seguir apoiando a atividade”. Ele acrescenta que a valorização da mão-de-obra, oferta de qualificação, parcerias com o Sistema Nacional de Empregos (Sine) e a novas regras do Seguro Desemprego, estão em pouco tempo mudando o cenário nos canteiros de obras. Em maio, mesmo liderando a geração de novas vagas, Siqueira reclamava muito da alta rotatividade de pessoal e conclamava “as empresas a investirem em capacitação, conhecimento, para criar um comportamento mais permanente porque flutuação de pessoal é custo para cada contratação ou demissão”, defendia na época.

 

As novas regras do Seguro, por exemplo, levam o desempregado de volta à formação, capacitando-o e encaminhando-o a uma nova oportunidade e isso, segundo o presidente do Sinduscon/MT, vem inibindo a rotatividade. “Atualmente, um profissional da construção civil não ganha menos que R$ 1,5 mil, salário que podemos considerar atraente dentro da realidade brasileira”. De outubro em diante, quando começa a temporada de chuvas no Estado e a entressafra do segmento, Siqueira acredita na manutenção das contrações em função da retomada das obras da Copa do Mundo, em Cuiabá, uma das sedes nacionais do mundial de 2014 no Brasil.

 

“Obras privadas reduzem o ritmo com a chegada das chuvas, mas as da Copa não poderão parar e por isso creio que haverá equilíbrio entre admitidos e demitidos, gerando um movimento atípico para temporada das chuvas”. O saldo de novas vagas registrado pelo Caged no mês passado, 5.827, faz dele o melhor julho dos último dez anos, na série do MTE de 2003 a 2012. Com este volume de novas vagas, Mato Grosso passou a ser o maior gerador de empregos da região Centro-Oeste, já que nenhum dos outros três estados chegou próximo de um saldo mensal como este no período. Esse desempenho positivo de julho, como destaca o Caged, reflete o crescimento nos setores da agropecuária (+2.282 postos), da indústria (+1.365 postos) e da construção civil (+1.053 postos).

 

Outro dado positivo sobre a empregabilidade estadual é que o saldo de novas vagas registrado no acumulado do ano, 44.196 novos postos é o maior observado na séria histórica, cujo recorde eram as 42.115 novas vagas ofertadas em igual período do ano passado. Nos primeiros sete meses deste ano foram contratados 282.836 trabalhadores e demitidos 238.640. No ano passado, em sete meses, foram 258.830 admissões e 216.715 desligamentos.

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