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15 de janeiro de 2014

Indústria deve crescer acima do PIB em 2014, aponta FIESP

A indústria brasileira deve crescer acima do Produto Interno Bruto (PIB) em 2014, registrando uma expansão de 2,5% enquanto a economia nacional avançará 2%, segundo estimativas divulgadas pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), durante realização de Balanço setorial anual.

De acordo com o levantamento da Fiesp, a indústria de transformação deve crescer 2% no próximo ano. Já a indústria extrativa mineral, 4,3%, recuperando a queda de 2,7% em 2013. Outro setor que vislumbra dias melhores é o da indústria da construção civil. Segundo a Fiesp, este segmento deve crescer 2,6% em 2014. Em 2013, a alta foi de 2%.

Diante deste cenário, a entidade destaca o avanço das exportações da indústria nacional, que devem superar as importações no próximo ano, registrando um crescimento de 8,7%, índice bem acima dos 3,1% estimados para as compras externas.

Dessa maneira, se a previsão se confirmar, a balança comercial brasileira fechará 2014 com um superávit de US$ 15,7 bilhões, alta quase sete vezes maior do que o saldo de 2013. Já para este ano, a Fiesp projeta um superávit de US$ 2 bilhões, com uma queda de 0,3% das exportações e um aumento de 7,5% das importações.

“Depois de muito tempo acumulando taxas de crescimento [das exportações] abaixo dos índices de importação, observamos uma inversão do quadro. A mudança está relacionada com a taxa de câmbio, que deve estimular as vendas para o exterior, e a provável expansão da economia mundial”, disse o diretor titular do Depecon, Paulo Francini.

Ainda segundo o economista, a valorização do dólar aliada ao menor crescimento da demanda de consumo das famílias – projetado em 2,2% para 2014 – devem diminuir a entrada de importados no Brasil. “A menor demanda dos consumidores brasileiros dificulta a entrada de itens importados no País, se levarmos em consideração que a produção da indústria nacional consegue atender de maneira satisfatória o mercado”, explicou Francini.

Apesar dos bons resultados projetados para o comércio exterior em 2014, o especialista afirmou que ainda não há motivos concretos para apontar uma retomada do crescimento da indústria, principalmente a de transformação, que após fechar o ano passado com queda de 2,4%, conseguiu apenas se recuperar do tombo em 2013, registrando um aumento de 2,4%.

“Esses dados também ressaltam aquilo que já está sendo apontado há algum tempo, que existe um esgotamento da política de crescimento da economia baseada no consumo da população brasileira”, concluiu Francini.

Investimentos – A perspectiva de um crescimento tímido nos próximos anos tem afetado também as projeções de aportes dos empresários, segundo informou ontem a Fundação Getúlio Vargas (FGV) através da Sondagem de Investimentos da Indústria de Transformação. Cerca de 19% das indústrias preveem investir menos em 2014 do que neste ano. Do total pesquisado, 15% esperam uma queda acima de 10% neste quesito.

O desânimo dos empresários é reflexo das sucessivas quedas dos indicadores ao longo do ano. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apesar da produção industrial ter crescido 0,6% na passagem de setembro para outubro – terceira alta consecutiva – os ganhos não suplantam a perda acumulada nos três meses anteriores.

Ainda de acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), os custos cresceram 3,6% no terceiro trimestre ante o segundo, pressionados por dólar e aumento dos juros.

 

FONTE: DCI – Comércio, Indústria e Serviços

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