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Blog

17 de junho de 2013

Prática de observação de pássaros leva cada vez mais pessoas ao Pantanal

A observação de pássaros é algo relativamente novo no Pantanal, mas que está ganhando forças e visibilidade internacional. Cerca de 80% dos hóspedes que visitam a pousada Araras Eco Lodge com este fim são estrangeiros, afinal, nos 2.860 hectares da pousada vivem aproximadamente 280 espécies de aves.

“O grupo de brasileiro que vem observar aves aqui no pantanal é muito pequeno, mas está gradativamente evoluindo”, explicou o diretor de segurança e guia residente da pousada, Aynore Soares Caudas, 29 anos. Segundo ele, ao todo, no Pantanal mato-grossense inteiro, são encontrados 650 tipos diferentes de aves, dentre as fixas e migratórias.

Em suas horas vagas, Aynore também se dedica ao estudo e observação das aves, e sua paixão é fotografá-las. Durante os passeios com os turistas, sejam eles brasileiros ou de outras nacionalidades, o guia faz, sempre que possíveis observações sobre os hábitos e costumes dos animais que se apresentam aos grupos.

 Cada observador de aves, ou “passarinheiro”, desenvolve um novo modo de praticar a atividade. Aynore, por exemplo, fixou residência no Araras Eco Lodge, e estuda os pássaros nas horas vagas. Já a artista plástica e fotógrafa nova iorquina, Catherine Hamilton, desenvolve um trabalho artístico com o que vê voando pela natureza: depois das caminhadas, pesquisas e fotografias, ela desenha as aves e vende para patrocinadores das artes, galerias, revistas e jornais de naturologia, biologia e demais áreas.

O namorado de Catherine, por outro lado, é residente de Nova York, e realiza um trabalho de difícil execução: no topo de uma montanha, ele é um dos que contam as aves migratórias e acompanham seus fluxos. Ou seja, um emprego com duração indeterminada que identifica pássaro por pássaro que passa por aquele local.

Segundo Catherine, todos os observadores de pássaros são meio loucos. “Para praticar este tipo de atividade, é preciso ter muita paciência, às vezes ficar horas no mesmo lugar, sem se mexer muito. Tem que ser bem louco pra gostar disso”, disse, entre risadas, relembrando de episódios de suas viagens.

A passarinheira já esteve em diversos países para desenvolver seus desenhos, dentre eles a Costa Rica, Belize, Inglaterra, Canadá, Mexico e alguns lugares da Ásia. Uma de suas experiências mais marcantes foi em uma expedição na Costa Rica, onde estava no meio da floresta tropical ao norte do país com mais três colegas. Fotografando e ouvindo o som das árvores, sentindo-se protegida no meio da selva densa, Catherine conta que estava com uma sensação “engraçada”. Foi quando, de brincadeira, comentou com os amigos: “aqui parece um daqueles lugares onde as pessoas podem ser sequestradas”.

 

Algum tempo depois deste comentário, um homem andando sozinho com um facão na mão passou pelo grupo, sem lhes dar atenção. Ao chegar à pousada onde estavam hospedados, os proprietários lhes contara que duas semanas antes cinco alemães haviam sido sequestrados de dentro do hotel. Aquela área era um dos lugares onde as guerrilhas mantinham acampamento. “Depois disso eu passei a confiar mais nos meus instintos, sabe? Mesmo que aparentemente esteja tudo bem, se você estiver sentindo tensão no ar, provavelmente é alguma coisa”.

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